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O que fazem de diferente as mulheres que chegam a posições de liderança?

O que fazem de diferente as mulheres que chegam a posições de liderança?

Encontrar mulheres em posições de alto nível de liderança é algo raro. De acordo com o estudo The Women’s Leadership Gap, publicado pelo Center for American Progress, embora sejam praticamente a metade do mercado de trabalho (51%), as mulheres ocupam apenas 25% dos cargos de média e alta gerência mundialmente – no Brasil, são 16%. E quando se trata de posições de diretoria e CEO, o número cai ainda mais: o grupo do sexo feminino compõe somente 6% dos CEOs.

Não é um bom cenário. Ainda mais quando o mercado já sabe que a diversidade é um fator crucial para que haja inovação. Mas quais práticas podem trazer mudanças nos quadros de liderança das organizações? E como as mulheres podem atuar de forma a diminuir essa disparidade nos porcentuais?

As respostas a essas perguntas podem ser encontradas no novo programa do Administradores Premium “Carreira Mulher“, apresentado por Fabrícia Faé, responsável pela área de Desenvolvimento de Talentos e Lideranças na região Norte/Nordeste da Lee Hetch Harrison (LHH). A série traz os resultados do estudo “Alavancando mulheres na liderança”, feito pela consultoria global de desenvolvimento humano LHH em parceria com HR People + Strategy.

A pesquisa verificou, depois de entrevistar mais de 230 líderes em 20 segmentos, que 82% dos entrevistados acreditam que o progresso de mulheres em suas organizações é uma questão empresarial crítica, mas apenas 28% estão satisfeitos com a capacidade de sua organização de promover mulheres a mais cargos de liderança. O estudo buscou, então, compreender quais caminhos levam ao progresso verdadeiro.

“A gente percebeu, na pesquisa, que são necessárias três dimensões para a mudança. A primeira é a cultura, as iniciativas de cultura que podem promover isso. A segunda é a prática organizacional, quais práticas podem ser trazidas no dia a dia da empresa para atrair e reter as mulheres dentro das posições de liderança. A terceira é o comportamento individual, como nós mulheres precisamos nos comportar para alavancar nossa liderança”, explica Fabrícia Faé no Carreira Mulher.

No caso do comportamento individual, a pesquisa identificou 13 comportamentos e valores que distinguem mulheres bem-sucedidas em posições liderança: plano de carreira compartilhado, autopromoção, influenciar níveis superiores, delegar trabalho, acreditar que não há barreiras para o seu progresso, demonstrar um alto grau de confiança, assumir riscos para aprender novas habilidades, networking com investidores importantes, falar estrategicamente, cultivar mentores e patrocinadores, aumentar o conhecimento empresarial e financeiro, acreditar que devem trabalhar duro, e acreditar que precisam fazer sacrifícios pessoais.

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