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Contra crise, Guedes diz que pode elevar déficit fiscal, mas não admite mexer no teto de gastos

Contra crise, Guedes diz que pode elevar déficit fiscal, mas não admite mexer no teto de gastos

O governo não tem dinheiro. Mas dinheiro haverá para enfrentar a emergência da saúde das pessoas e da economia por causa do coronavírus. O ministério da Economia já discute as várias alternativas para aumentar a disponibilidade de recursos.

Uma delas é elevar o déficit fiscal previsto para este ano, que é de R$124 bilhões.

Liberação do PIS-Pasep

O governo também estuda a uma fórmula jurídica para liberar R$ 22 bilhões do PIS-Pasep, que está disponível desde o ano passado, mas que não foram retirados por quem tem direito ao saque.

Segundo informou ao blog o ministro Paulo Guedes, uma ideia em discussão seria fundir o PIS com o FGTS, criando um fundo do trabalhador. A partir desse novo fundo se liberaria o dinheiro para quem quiser sacar. Com isso se preservaria o direito a saque de quem não retirou o dinheiro do antigo PIS-Pasep. Muitas dessas pessoas ou já faleceram ou por alguma razão não apareceram para sacar. Mas seus direitos precisam ser preservados.

Verba para a Saúde

Guedes disse que o impasse entre governo e Congresso sobre a emenda do relator do orçamento pode ser resolvido com a destinação de R$ 10 bilhões para o Ministério da Saúde, medida que dependeria de um acordo com lideranças do parlamentares.

Linhas de crédito para empresas

A Caixa já liberou R$75 bilhões para capital de giro e o Banco do Brasil e o BNDES também poderá liberar linhas para financiar empresas que enfrentarão dificuldades de caixa.

Mais espaço no orçamento

Guedes disse que se o Congresso aprovar a PEC emergencial, que cria mecanismos automáticos de redução de despesas para estados e municípios em crise fiscal, haverá mais espaço no orçamento para que o governo destine mais dinheiro para enfrentar a crise do coronavírus.

Eletrobras

A aprovação da privatização da Eletrobras, segundo o ministro, tornou-se ainda mais relevante, porque se o Congresso não aprovar a venda da estatal, o governo terá que cortar R$16 bilhões do Orçamento, que corresponde à receita que se espera obter com a privatização.

Teto de gastos

O ministro só não admite alterar o teto de gastos. “Mexer no teto de gastos provocaria incertezas, pressionaria a inflação, poderia levar a aumento de juros”, afirmou o ministro.

Fonte: G1

Blog mauronegruni