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Desafios na Gestão de Pessoas em tempos de Crise Econômica!

Desafios na Gestão de Pessoas em tempos de Crise Econômica!

A gestão de pessoas já é, por natureza, uma atividade estratégica fundamental para o desenvolvimento de qualquer negócio. Acontece que a crise econômica (interna ou externa) tem o poder de um terremoto, com abalos sísmicos que atingem todas as áreas da empresa. Por isso, é importante saber como lidar com a situação caso ela se aproxime de sua empresa, por exemplo:

  • falta de foco;
  • liderança temerosa;
  • responsabilidades centralizadas;
  • normalidade na rotina;
  • falta de orientação e treinamento;
  • falta de trabalho.

Se a crise econômica já é motivo para acender o sinal de alerta nas pessoas e dentro das empresas, o trabalho interno deve ser multifacetado: da mesma maneira que a saúde financeira não deve ser negligenciada, tampouco devem ser esquecidos os esforços em gestão de pessoas.

Afinal de contas, as incertezas impactam a todos. E também os efeitos negativos do desaceleramento da economia. Empresas faturam menos e o consumidor vai menos às compras. Como resultado, muitos temem pelo desemprego — individual ou coletivo, impulsionado por empresas que não suportam a crise.

Portanto, vale a pena seguir com a leitura deste post, em que vamos destacar como o RH e a gestão devem trabalhar em alinhamento para promover a gestão de pessoas nesses períodos de tantos temores. Confira!

Quais são os desafios em gestão de pessoas em crises?

Abaixo, vamos destacar algumas situações adversas que podem surgir, diante de uma crise econômica. Com isso, não vão faltar conhecimento e noções estratégicas para lidar com cada uma delas!

Falta de foco

É intrínseco à natureza humana: diante de um problema, tendemos a focar no que é urgente. No caso, a crise econômica. Só que, paralelamente, esse foco prioritário começa a afrouxar em outras questões. Como a gestão de pessoas. 

Aí, é comum que os colaboradores se sintam desmotivados, desorientados e sem propósito. E cabe à empresa ser transparente e objetiva sobre o assunto para, justamente, evitar que essas dúvidas se convertam em índices que o RH acompanha, como baixa produtividade, absenteísmo e até demissões.

Por isso, ainda que o foco seja a redução de custos, a retenção de recursos e o baixo faturamento sejam ações elementares, durante a crise econômica, é importante situar os colaboradores. Assim, eles vão sentir que também estão “no mesmo barco” que o resto da empresa para atravessar esse difícil período.

Nesse ponto, inclusive, vale a pena ficar por dentro das principais tendências para reter e motivar os seus talentos. Para saber mais sobre o assunto, aproveite para dar uma conferida em nosso artigo que fala sobre as melhores técnicas de gestão de pessoas!

Liderança temerosa

Seja por falta de experiência ou habilidades para lidar com a situação, é comum observar que líderes tomem decisões precipitadas ou equivocadas — além do bem-estar abalado.

Consequentemente, isso pode causar conflitos, dentro da empresa, tornando o ambiente tóxico para a produtividade e para um clima harmônico e colaborativo.

Cabe ao RH, aqui, trabalhar adequadamente o treinamento de seus líderes. A gestão de pessoas, afinal de contas, contempla todos os seus recursos humanos, sem exceção. E isso significa lapidá-los tanto para buscarem alternativas de liderança para manejar a crise econômica, e também para garantir o pleno funcionamento do setor pelo qual ele responde.

Responsabilidades centralizadas

Este tópico até serve como um complemento ao que falamos anteriormente. Centralizar demais as responsabilidades pode se converter em um ambiente fechado, limitado ao crescimento por conta disso.

O controle é menos necessário nesses períodos. Por sua vez, a organização é muito mais relevante. Líderes que conseguem delegar responsabilidades, mantém o setor em ordem. Os colaboradores podem abraçar as novas responsabilidades, e serão recompensados quando o problema tiver passado.

E, assim, os bons líderes compartilham o reconhecimento entre todos. Abrindo mão de um controle cego, ele mostra que todos foram fundamentais para o crescimento da empresa durante a crise econômica.

Normalidade na rotina

Ignorar o problema nunca é a melhor solução. Em uma crise econômica, o mercado inteiro perde o pique. Portanto, de nada adianta cobrar as mesmas metas, os mesmos resultados e trabalhar com projeções que não previam essa recuada no setor econômico em todo o país.

Por isso, é importante reunir-se (seja com cada equipe ou com todos) e apontar algumas medidas para que o faturamento — ainda que seja menor, nesse período — não caia drasticamente e os compromissos financeiros da empresa sejam mantidos. Algumas ideias para isso:

  • corte de gastos. É possível produzir em menos tempo e com menos recursos? Os setores podem se unir para consumir menos luz e água? O trabalho remoto é possível? Convém avaliar as melhores medidas;
  • promoções de produtos. Especialmente, aqueles parados em estoque;
  • novas estratégias (e mais acessíveis) de divulgação, como as redes sociais.

Isso tende a reduzir o temor de desempregos por conta da crise financeira e mostra que a empresa está aberta e transparente à situação. E, principalmente, enfrentando o problema, não ignorando-o.

Falta de orientação e treinamento

Se, por um lado, muitas empresas tendem a fingir que não existe problema algum diante de uma crise econômica, existem as organizações que entram em modo de desespero, e negligenciam tudo de uma vez.

Isso inclui, em boa parte dos casos, a gestão de pessoas.

Portanto, o RH pode se reunir nesse período de incertezas, e investir mais em treinamentos acessíveis e que qualifiquem ainda mais os colaboradores.

Além de motivar e engajar, essas ações qualificam ainda mais a sua força de trabalho. Vale, então, observar quais áreas e especializações podem ser trabalhadas para que o EH una as equipes, e fortaleça os elos humanos mesmo com uma crise econômica batendo à porta.

Falta de trabalho

Após um mapeamento e projeções dos impactos da crise econômica, é importante planejar os próximos meses dentro de diferentes perspectivas e projeções. Isso significa, então, que o trabalho não vai parar.

Por sua vez, ele vai ser replanejado para que os colaboradores assumam uma nova capacidade produtiva, ocupem o seu tempo de maneira estratégica e assertiva e consigam organizar-se dentro da rotina.

É importante, também, que ocorra um total alinhamento sobre o assunto. O gestor pode estar sempre à disposição para orientar, tirar dúvidas e auxiliar da melhor forma possível, assim como o setor de RH tem participação ativa no trabalho de acalmar os ânimos e servir de porto-seguro para todos.

Por onde começar?

Como vimos, existem alguns erros na gestão de pessoas que ocorrem, justamente, quando uma situação adversa e imprevista interpela o caminho.

Portanto, a união da empresa é essencial para garantir que todos compreendam a gravidade da situação e que, sim, existem alternativas para minimizar o efeito negativo de uma crise econômica ou qualquer outro problema que aflija a organização.

O primeiro passo, então, está em avaliar o peso dessa crise, o quanto ela pode abalar a empresa e avaliar a empresa completamente. Em seguida, definir as melhores estratégias para todo tipo de cenário que pode se desenrolar em curto, médio e longo prazo!

E no seu dia a dia? Como a crise econômica tem impactado a gestão de pessoas? Compartilhe as suas experiências conosco, no campo de comentários deste post!

Fonte:Xerpa

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