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Após pandemia, fusões e aquisições deve ganhar força no ramo tech

Após pandemia, fusões e aquisições deve ganhar força no ramo tech

Diante dos efeitos da pandemia na economia mundial, o ramo “tech” reapareceu mostrando soluções inovadoras. No meio do cenário desfavorável, startups levam o restaurante à casa dos consumidores, possibilitam que reuniões presenciais sejam feitas através de videoconferências, substituem as academia com uma rotina de exercícios e até mesmo concedem soluções para facilitar a distribuição dos benefícios sociais e auxílios que estão sendo ofertados à população.

Mesmo que o ramo tech esta ocupando um lugar de destaque em decorrência do novo coronavírus, os players desse segmento vêm tendo que enfrentar mudanças importantes em seus modelos de negócio desde que a pandemia teve início. Além do corte de pessoal implementada pelas startups que trabalham em setores mais sensíveis aos impactos do distanciamento social, se espera o aumento da adversidade de conquista de funding especialmente através de venture capital.

Devem ocorrer novas rodadas de investimentos via operações de venture capital, considerando a necessidade de alocação de recursos em um momento de juros em queda, mas as teses dos fundos deverão ser mais limitadas.

Efetivamente, ao contrário do princípio de ouro do venture capital baseada na queima intensiva de capital com marketing, desenvolvimento de produtos e pessoal em busca de receita futura com crescimento exponencial para alcançar retornos agressivos, as gestoras brasileiras têm recomendado às suas investidas desacelerar a queima de caixa e buscar o equilíbrio entre receitas e despesas. De acordo com a Resablatt Securities, boutique voltada para o ramo de investimentos e especializada em fintechs, os unicórnios desse setor podem perder cerca de 15% do valor de mercado.

A necessidade de funding, a busca por transformação digital, assim como os valuations reduzidos deverão ser os grandes drivers que impulsionarão os movimentos de M&A no segmento tech pós-covid-19. Os deals provavelmente contarão com corporações tradicionais adquirindo startups, assim como os movimentos de venda e compra entre as próprias startups.

Operações de porte pequeno e médio deverão ter mais espaço em virtude da maior viabilidade de financiamento, já que os custos para isso no mercado também deverão estar de alguma forma distorcidos como consequência da pandemia. Adquirentes não capitalizados, principalmente as startups que tem acesso restrito a crédito no mercado tradicional, poderão financiar operações de M&A via operações de venture debt, tipo de crédito adaptado à realidade das empresas de tecnologia, geralmente oferecidos por fundos de investimento ao invés de bancos com base em grande flexibilidade com relação às garantias a serem oferecidas, ao fluxo de pagamentos, às taxas de juros e mecanismos remuneratórios, assim como ao tratamento de situações de potencial inadimplência e repactuação de dívida.

Ao contrário das operações de venture capital, onde há funding baseado em participação societária como contrapartida, o venture debt geralmente não implica em diluição dos fundadores e investidores já existentes, não requer valuation e não exige participação na governança da empresa. Do ponto de vista jurídico, os maiores desafios estarão na nova dinâmica de negociação dos deals, assim como na estruturação do set de declarações e garantias e arranjos de indenização que deverão considerar os impactos da pandemia nos negócios da target.

Fonte: MSN

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