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Cenário pós crise deverá ser positivo para startups

Cenário pós crise deverá ser positivo para startups

O Brasil enfrenta um momento crítico no combate à pandemia, diante disso, o ecossistema de tecnologia busca se adaptar à nova realidade, tendo também um papel fundamental na oferta de soluções e produtos que auxiliam a reduzir o impacto da crise na vida das pessoas.

Recentemente, temos acompanhado o crescimento e a maturação dos fundos de capital de risco no país. Essa transformação é resultante da combinação de um ecossistema mais robusto, com investimentos em infraestrutura de Telecom, o que motiva o aparecimento de novas teses de investimentos.

Se analisarmos os números de investimentos em 2020, ainda não é viável perceber um impacto importante da pandemia. De acordo com dados divulgados pela CB Insights, o Brasil teve entre janeiro e abril deste ano, 88 transações, contra 97 no mesmo período no ano passado.

Nos próximos meses, essa queda deve ficar mais acentuada, já que grande parte dos fundos transferiu o foco para auxiliar empresas de portfólio que enfrentam essa crise. Ademais, a pandemia trouxe incertezas sobre a economia, o que complica a discussão de quaisquer cenários e valuations.

Ainda que a expectativa não seja positiva, a vivência com outras pandemias aponta que o efeito é de curto prazo. De acordo com um estudo do Itaú BBA que foi divulgado em abril, durante a pandemia do SARS que ocorreu na Ásia em 2003, o investimento caiu 27% no ano e mais 3% no ano seguinte, mas voltou a crescer em 2005 quando a China se livrou de vez da pandemia.

No Brasil, os princípios da indústria seguem ilesos e os investimentos devem continuar a impulsionar o desenvolvimento da tecnologia, especialmente pautados em três pilares essenciais: liquidez dos investidores, potencial do mercado, local e transformação digital das companhias.

Existem muitos fundos de capital disponível e concentrados na região. Por exemplo, a Kaszek Ventures, levantou US$ 600 milhões em dois novos fundos. De acordo com a LAVCA (Associação de Private Equities da América Latina), o ano de 20019 bateu o recorde na captação de fundos de venture capital, somando mais de US$ 1 bilhão arrecadado para a América Latina.

O Brasil é um dos maiores mercados digitais do planeta. O processo de digitalização tem aumentado de forma continua, mas se comparado com outras regiões, o país ainda está desenvolvendo pouco, apresenta baixa inserção em e-commerce, pouca automação de processos, entre outros.

Com a pandemia, a digitalização tem sido bastante acelerada. Uma amostra disso é o crescimento de 81% nas vendas de e-commerce em abril, o primeiro contratado 100% digital executado pela Loft, crescimento exponencial de software para CX em substituição ao contato telefônico, além da rápida autorização para uso de telemedicina no país.

Para finalizar, um tema que é cada vez mais debatido nos mercados mais experientes é a utilização do M&A por empresas tradicionais para acelerar a transformação digital nas companhias.

Esta participação ocorre por meio da aquisição de empresas ou investimentos em startups com tecnologias promissoras. Ou seja, é uma forma que essas grandes empresas encontram para acelerar seu processo de modernização ou para evoluir seu negócio.

Um bom exemplo, é a aquisição do e-commerce de produtos de beleza e cosméticos, Beleza na Web pelo grupo Boticário.

Ainda que 2020 seja um ano com muitos desafios em que as startups terão que se reinventar inúmeras vezes, o cenário para aquelas que sobreviverem deve seguir firme.

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