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Internet das Coisas na indústria de serviços – Escrito Por Mauro Negruni

Internet das Coisas na indústria de serviços – Escrito Por Mauro Negruni

Pelo programa de modernização da indústria, no intuito de melhorar a competitividade da indústria nacional na Alemanha, o Governo Alemão criou o programa da quarta revolução industrial (Firjan, 2016). A chamada Indústria 4.0 passou a ser um jargão, nem sempre bem aplicado. Desde então, ocorreram muitas iniciativas e desenvolvimento de dispositivos para aperfeiçoar os controles internos na indústria manufatureira do mundo em concorrência a esta busca pela produtividade.

Não é atual o uso de dispositivos para controles sensíveis. Desde os primeiros lançamentos de satélites artificiais os sensores atuam ininterruptamente ao redor do planeta. Em outros locais impróprios para a vida humana, também. A novidade é que a partir das novas capacidades de transmissão e recepção de dados através de linhas digitais, como 5G (internet sem fio de quinta geração) e fibra óptica, a possibilidade de uso tornou-se quase ilimitada.

Alia-se, também, a grande capacidade dos países orientais na produção de micro chips e sensores. A popularização passou a ser uma realidade embarcada, como ocorre frequentemente nos smartphones.

As leituras de digitais, íris, temperatura e face passaram a ser tão corriqueiras que não percebemos suas outras utilidades, como é o caso dos meios de produção. Para ter uma conta em banco não é mais requerida a presença física ou apresentação de documentos em papel. O smartphone incorporou funções de outros dispositivos (analógicos em sua maioria) e possibilitou o uso frequente, em larga escala e principalmente no fornecimento de informações em rede e nuvem. Isso escalou a produção de sensores e reduziu seu custo de produção.

Há uma, silenciosa, revolução em curso. A revolução da Indústria de Serviços. Pode-se dizer que ainda mais rápida que a da produção de bens, pois os aspectos físicos (instalações) são menos impactantes.

Uma das maiores empresas do mundo, o Google, propõe um modelo de cloud, IoT, I.A. e geoprocessamento através de uma única plataforma, para citar apenas um exemplo (Google, 2021). Caso um empreendedor necessite processar geolocalização para monitorar veículos e entregas com a Google Cloud IoT isso é possível sem maiores investimentos iniciais em plataforma digital.

Uma empresa de logística pode monitorar não apenas os veículos, mas os pacotes. Uma operadora de malas em aeroporto pode monitorar cada volume e tornar-se uma referência em níveis de sinistros (com objetos).

Nos hospitais e clínicas o monitoramento de pacientes pode ser realizado em tempo integral sem a necessidade de um atendente humano dedicado. Em muitos serviços a IoT pode ser aplicada. Mesmo em indústrias tradicionais, como auditorias jurídicas e contábeis.

Organizações contábeis

Um robô de uma organização contábil que captura informações dos clientes tornará este escritório contábil mais eficiente que qualquer outro – que usa a técnica tradicional de coleta de dados. Esta nova forma de atuação poderá significar ganhos para ambos (tomador e prestador de serviços).

Com a aplicação de regras de segurança da informação (conceitos da indústria da Tecnologia da Informação) é possível garantir que a informação que deixa o ambiente do tomador não é distribuída indevidamente para terceiros, pode ser checada a qualquer tempo e monitorada para garantir confiabilidade.

Um exemplo frívolo é o cumprimento de obrigações acessórias por uma empresa de auditoria. Atualmente é dispensável qualquer intervenção humana, basta utilizar softwares autômatos confiáveis. A validação da exclusão de outros tributos da base de cálculo de PIS/COFINS, e assim por diante.

Pensemos num improvável inventário físico num ecommerce. O funcionamento em regime ininterrupto não permitiria a parada por três ou quatro dias. Contudo, se utilizarmos robôs de alto desempenho a será realizada em poucas horas. Ainda que utilizando sensores instalados em todas as etapas do processo logístico é provável que não haja necessidade de contagem física. E, como ganho adicional, a equipe contábil poderá receber as informações para produção de balanço rapidamente e com a acurácia desejada.

As empresas de serviços podem melhorar seu desempenho e sua reputação, o que implica em investidores satisfeitos, utilizando-se das oportunidades das novas tecnologias. Os ambientes e os dispositivos estão integrando todos os atores e fazendo uma única cadeia de informação baseada em cloud, IoT e I.A.

Os empreendimentos prestadores de serviços não terão alternativas. O uso da tecnologia com sensores aplicados em rede (IoT – Internet of Things) será compulsório para capturar informações físicas. O processamento destas informações que até pouco tempo eram relegadas a uma categoria de menor importância, tornam-se diferenciadores num mudo digitalizado.

Publicado em: Contábeis

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