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Previdência privada empresarial: esse plano de benefício vale a pena?

Previdência privada empresarial: esse plano de benefício vale a pena?

Desde a aprovação da reforma previdenciária, a discussão sobre a previdência privada para empresas tem sido cada vez mais constante, tanto pelas corporações que buscam entender como funciona o benefício, quanto pelos colaboradores.

A previdência privada surge como uma opção para muitas pessoas que querem complementar o valor da aposentadoria futura, além de ser uma solução para quem não tem certeza sobre o processo de aposentadoria. Pensando nisso, muitas empresas têm investido no benefício como um atrativo para novos talentos e para gerar tranquilidade para os seus colaboradores.

Confira, neste artigo, o que é a previdência privada aberta para empresa e como ela pode gerar benefícios a curto e longo prazo para todos.   

Boa leitura!

O que é previdência privada empresarial?

A previdência privada empresarial é um modelo de previdência oferecido pelas empresas aos seus colaboradores como benefício corporativo. O plano pode ser tanto averbado, quando não há patrocínio do empregador, como instituído – quando a empresa contribui junto ao funcionário. 

De acordo com uma recente pesquisa realizada pela ONZE, finanças são o principal motivo de preocupação dos trabalhadores brasileiros: 71% dos entrevistados dizem que os problemas financeiros afligem mais que saúde, família e trabalho

Outro ponto importante do estudo mostra que após a reforma da previdência, ocorrida em 2019, 44% dos profissionais consideram reduzidas as suas chances de se aposentar.

Por isso, esse modelo de previdência privada para empresas também pode ser entendido como uma preocupação com o bem-estar financeiro dos funcionários, especialmente porque esse fundo acaba se tornando uma reserva a longo prazo para o colaborador.

Prova disso são dados de uma outra pesquisa realizada pela Onze no fim do ano passado sobre tendências em benefícios corporativos. Segundo o levantamento, a previdência é o segundo benefício mais desejado por colaboradores que ganham acima de R$ 3 mil e o primeiro mais desejado por quem ganha acima de R$ 6 mil – mais um indicador de que a previdência pode ser uma boa ferramenta de atração e retenção de talentos.

Como funciona a previdência privada para empresas?

Este aporte financeiro pode ser feito por meio de uma contribuição conjunta entre a empresa e o funcionário (plano instituído). Por exemplo: se o colaborador contribui com 5% do seu salário, a empresa contribui com o mesmo valor ou uma porcentagem dele.

O empregador também pode determinar tetos de contribuição na previdência dos seus colaboradores que estejam alinhados com a sua situação financeira.

Os aportes realizados pela empresa ao plano de previdência dos funcionários, assim como os salários e bônus, são considerados despesas dedutíveis para IR/CSLL, podendo chegar aos 34% de dedução.

Outra opção pode ser a oferta de um plano no qual apenas o colaborador contribui (plano averbado). Nesse caso, a empresa viabiliza o acesso dos funcionários à previdência, mas não tem custo algum com isso.

Como funciona o resgate do benefício?

O valor contribuído pelo colaborador na previdência privada pode ser sacado a qualquer momento, respeitando a carência de 60 dias contados do aporte. Já o valor aportado pela empresa tem um período variável de recebimento, que está diretamente ligado ao contrato feito pela empresa com o funcionário.

Geralmente, esse prazo é de 5 a 10 anos de tempo de trabalho do profissional, sendo que ele poderá receber o benefício tanto em caso de rescisão de contrato, quanto no pedido de dispensa. Essas regras, chamadas de vesting, são definidas pela própria empresa. 

Também é válido ressaltar que a escolha do contrato ideal é um ponto muito importante da previdência privada para empresas. Isso porque a companhia contratante pode usar as regras de vesting como política de retenção de talentos, reduzindo o turnover. O modelo pode funcionar como no exemplo abaixo:

  • Colaboradores que possuem até 5 anos trabalhando na organização: em uma possível saída da empresa, podem retirar 100% da contribuição individual, mais 50% do valor investido pela empresa;
  • Colaboradores que possuem entre 5 e 10 anos trabalhando na organização: em uma possível saída da empresa, podem retirar 100% da contribuição individual, mais 75% do valor investido pela empresa;
  • Colaboradores que possuem acima de 10 anos trabalhando na organização: em uma possível saída podem retirar o total investido na sua previdência.

Quais os tipos de planos de previdência privada?

Existem dois tipos de planos de previdência privada: o VGBL e o PGBL. Cada colaborador pode escolher qual modalidade melhor se encaixa no seu perfil. 

Entretanto, saiba que a decisão é feita no início do contrato e não pode mudar no meio do caminho. Por isso é importante manter a atenção na hora da escolha entre uma das duas opções.

VGBL – Vida Gerador de Benefícios Livres

No Plano de Previdência Privada modelo VGBL, a pessoa acumula os seus investimentos e o seu dinheiro vai rendendo. Quando o cliente para de investir e decide retirar o seu dinheiro (investimentos + rendimentos), o Imposto de Renda incide apenas sobre os rendimentos.

Na prática, é como no exemplo: suponha que você tem um plano VGBL no qual investiu R$100.000,00, e que esse dinheiro rendeu mais R$50.000,00. Na hora de fazer o resgate, o Imposto de Renda vai incidir apenas sobre os R$50.000,00, ou seja, apenas sobre os rendimentos.

PGBL – Plano Gerador de Benefícios Livres

No modelo PGBL, o indivíduo também vai investindo uma quantia em dinheiro, e o valor vai rendendo. A diferença neste caso, é que a base de cálculo de Imposto de Renda será sobre o total: investimentos + rendimentos.

Pegando o mesmo exemplo anterior: se você tiver investido R$100.000,00 e o dinheiro rendeu mais R$50.000,00, agora o Imposto de Renda incidirá sobre o valor total, R$150.000,00 (investimentos + rendimentos), e não somente sobre os rendimentos.

Então o VGBL é melhor que o PGBL?

Diante da explicação acima, aparentemente o VGBL parece ser melhor que o PGBL. Claro, se a base de cálculo para Imposto de Renda será menor, dado que incide só sobre os investimentos.

Porém, outros fatores devem ser analisados em relação aos dois modelos, uma vez que a diferença entre VGBL e PGBL não é apenas na base de cálculo de Imposto de Renda. 

No modelo PGBL, o contribuinte tem a possibilidade de deduzir da base de cálculo do IR contribuições para a previdência feitas no ano anterior, respeitando o limite de 12% da renda bruta.

Sendo assim, o PGBL pode ser uma boa escolha para as pessoas que fazem a declaração completa do IR. Lembrando que é sempre mais interessante reinvestir na previdência o valor economizado com o benefício fiscal.

Quais os benefícios da previdência privada para os funcionários?

O estudo da ONZE, que entrevistou 1535 pessoas, mostra que o estresse financeiro interfere diretamente na produtividade da maioria dos profissionais brasileiros. Segundo a pesquisa, 35% dos entrevistados afirmam que perdem o foco quando estão preocupados com dinheiro.

Ainda de acordo com a pesquisa, 45% dos profissionais afirmam que o estresse financeiro os faz perder o sono, e 14% dizem ficar mais impacientes com os colegas de trabalho.

Além disso, com a instabilidade econômica do país, surge a preocupação de como o colaborador pode ter uma renda complementar. Após a reforma da previdência, 62% dos brasileiros afirmam que não se sentem seguros sobre a possibilidade de ter uma aposentadoria confortável, revela o mesmo estudo.

Tudo isso mostra que a previdência privada empresarial pode ser um benefício que ajuda a aliviar as preocupações financeiras dos colaboradores. A adesão de um bom plano de previdência privada para empresa pode contribuir com a garantia de uma estabilidade financeira para quando o funcionário se aposentar. 

Para colaboradores que não têm o costume de economizar ou não possuem uma poupança ou fundo emergencial, esse modelo de previdência é uma ótima solução. Uma vez que, fazendo um montante enquanto trabalha, ele poderá contar com esse dinheiro para projetos futuros.

Como é feita a contribuição mensal da previdência?

A contribuição com a previdência privada é bastante simples. O valor a ser depositado mensalmente pelo colaborador é descontado diretamente da folha de pagamento.

O colaborador pode também fazer aportes esporádicos quando quiser.

Quais as vantagens da previdência privada para as empresas?

Fora as vantagens fiscais, as empresas que oferecem esse tipo de aporte para seus colaboradores têm diversas vantagens a longo prazo, incluindo a atração e a retenção de talentos

Além disso, como já dito acima, o estresse financeiro interfere diretamente na produtividade dos profissionais. Assim, oferecer este tipo de benefício diminui as preocupações dos colaboradores em relação a dinheiro, melhora a satisfação e, consequentemente, contribui para o aumento da produtividade.

Também por oferecer alguns benefícios fiscais, adotar a previdência privada empresarial é uma prática que vem crescendo e se tornando um diferencial e um bom atrativo das empresas, juntamente com os planos de saúde e seguros.

A previdência privada para empresas é obrigatória?

Não, é um benefício que a companhia pode ou não adotar. Ou seja, ele é facultativo. Correspondendo ao regime geral da Previdência Social, previsto no artigo 202 da Constituição Federal, nas Leis Complementares nº 108 e nº 109, de 2001, e em normativos específicos. 

Sendo assim, é opcional oferecer este benefício para os colaboradores. 

Como contratar um plano de previdência privada para empresa?

O plano de previdência privada aberta pode ser feito por meio de um banco, corretora de investimentos ou gestora independente que tem o papel de analisar as características e o perfil da empresa para oferecer o plano que melhor se adeque às necessidades.

Como visto no artigo, oferecer bons benefícios aos colaboradores é uma forma de cuidar da saúde da própria empresa. Funcionários satisfeitos e engajados são mais produtivos e ajudam a construir um ambiente de trabalho mais efetivo e promissor.

Todo investimento no capital humano de uma organização sempre volta em benefícios para a empresa.

Se você gostou deste conteúdo, aproveite para saber mais sobre as possibilidades de benefícios corporativos que a sua empresa pode oferecer. Confira neste outro artigo quais os melhores benefícios para oferecer aos funcionários em tempos de crise!

Sobre a Onze

A Onze acredita que a melhor forma de cuidar do futuro financeiro dos colaboradores é oferecendo um benefício corporativo de verdade. Por isso, nasceu como primeira fintech de saúde financeira e previdência privada regulada pela CVM e Anbima. 

A proposta da Onze é reinventar o mercado de previdência corporativa oferecendo planos flexíveis e personalizados que se adequem às necessidades e objetivos de cada empresa. 

Para isso, disponibiliza uma plataforma 100% digital e sem burocracia, fundos diversificados e gestão especializada do dinheiro, além de uma solução completa de saúde financeira, que realmente faz a diferença na vida dos colaboradores. 

A iniciativa inédita no país inclui check-ups periódicos, consultas individuais com especialistas e uma plataforma com centenas de vídeos sobre finanças.

Fonte:Xerpa

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