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Saiba tudo sobre a geração Millennials no mercado de trabalho!

Saiba tudo sobre a geração Millennials no mercado de trabalho!

Com toda certeza você já ouviu falar, nem que seja num programa de televisão, sobre como os Millennials são considerados cringes. Contudo, neste artigo, você irá encontrar tudo sobre a geração dos millennials, e como as empresas devem apostar neles, uma vez que 50% dessa geração já estão inseridos no mercado de trabalho.

Segundo uma pesquisa feita pelo Banco Itaú BBA, em 2019, os Millennials formam 34% da população mundial, sendo que 50% deles estão inseridos no mercado de trabalho, e 23% contam com curso superior completo.

Neste artigo, iremos abordar os seguintes temas:

Quem são os Millennials?

Millennials é um termo usado para designar a geração posterior à X. As pessoas que nasceram entre 1981 a 1995 são consideradas Millennials.

Em questões de gramática, as pessoas que se enquadram como Millennials, também podem ser conhecidas como “Geração Y” e “Nativos Digitais”, sendo que o último leva o nome pela condição de que, as pessoas de 1981 a 1999, nasceram e cresceram no famoso “Boom da Internet”, cujo marco são os primeiros smartphones.

Portanto: Millennials = Geração Y = Nativos Digitais.

Antes de aprofundar sobre os Millennials, é importante reiterar que é ser parte de uma geração. Portanto, explicaremos, brevemente, o que é e como se classifica uma geração.

O que é uma geração e como as classificamos?

Basicamente, a geração vem da palavra “gerar” um descendente, de reproduzir-se biologicamente. Contudo, ao passar dos nascimentos dos seres humanos em diferentes períodos, vários sociólogos se viram na tarefa de “separar” conjuntos de pessoas, baseando-se nas semelhanças e eventos culturais, sociais, políticos e econômicos do momento do nascimento.

Sendo importante frisar que, em média, as gerações duram 25 anos. Segundo estudiosos, 25 anos é o tempo que leva para que o comportamento social de todo um grupo seja modificado. Contudo, por conta das inúmeras tecnologias novas e o sobrecarregamento de informações, esse tempo vem diminuindo e, hoje em dia, uma geração dura 10 anos.

Ou seja, a separação de gerações, não é feita de maneira desorganizada e, muito menos, sem motivo. Ao conseguir separar a sociedade em pequenos grupos, torna-se mais fácil o estudo e compreendimento dos sociólogos sobre as consequências de eventos marcantes, na política, economia e etc, de toda uma geração.

Esses eventos marcantes podem ocorrer durante o início, meio e fim de uma geração e até mesmo, nas gerações que antecederam-na.  Para essa última ocasião, veja um pequeno exemplo, para melhor compreendimento:

A “Geração Baby Boomer” (1945 e 1954) é caracterizada por ter a maioria de seus integrantes nascidos logo após o final da segunda guerra (1939-1945), uma vez que o fenômeno baby boom ocorreu com o regresso dos soldados da segunda guerra para casa.

Por conta do medo constante do estouro de uma outra grande guerra e das instabilidades que ela poderia trazer, as pessoas dessas gerações foram criadas com muita rigidez, crescendo mais focados e preocupados com a economia e atividades políticas do que as gerações anteriores.

Por sua vez, como consequência da insegurança financeira e familiar que sondava os pais desses Baby Boomers, as pessoas nascidas no pós guerra têm, como característica comum, a super preocupação e dedicação com a família e estabilidade financeira, focando no trabalho como busca de realização pessoal.

Ou seja, o evento da segunda grande guerra impactou, e muito, não somente a geração que viveu a guerra, mas também a posterior a ela.

Quais as principais características da geração millennials?

Como explicado no tópico anterior, cada geração é composta por semelhanças, as quais não são restritas apenas às questões socioculturais. Isso porque, segundo alguns pesquisadores, as pessoas que pertencem a uma geração em comum, também, apresentam características semelhantes entre si. Lembra do exemplo acima?

Por conta do contexto sócio político que afligiu a geração dos Baby Boomers, um dos comportamentos comuns entre os Boomers foi a demonstração de uma preocupação maior com a estabilidade financeira e tempo útil com a família. Essa preocupação foi gerada por um evento que nem mesmo ocorreu na geração dos Boomers.

Portanto, antes de falar das principais características, nós precisamos entender qual foi o evento marcante da geração Millennial, ou se existe algum evento marcante da geração anterior que fez com ela nascesse.

Como já deixado explícito neste artigo, um dos eventos mais marcantes dos Millennials é a tecnologia e smartphones. O último principalmente, uma vez que, em 1992, foi lançado o primeiro smartphone. Contudo, além da insurgência de novos meios de comunicação e tecnologia, um outro fator que marca esta geração é a luta pela igualdade.

Não que em outras gerações não houvesse luta pela igualdade salarial, de gênero e etc. Contudo, foi na geração Millennial, por consequência das lutas igualitárias que a antecederam, que a pauta por igualdade se tornou mais utilizada.

Se pudéssemos avaliar a geração Millennial em duas características, seriam elas: empoderadas e frustradas.

Empoderados

Essa geração nasceu com uma grande expectativa em cima dela. Já que, houve um boom tecnológico, o qual criou-se novos empregos e novas perspectivas de vida. Inclusive, a maioria das pessoas dessa geração quando criança, ouviram em noticiários e pelos próprios pais, que o mundo da juventude seria perfeito e rodeado de oportunidades.

Portanto, quando aparecia uma boa oportunidade de emprego, eles agarravam-a com força e faziam de tudo para que a meta fosse cumprida. Desde pequenos, eles foram empoderados para serem a geração mais evoluída que existiria, uma vez que tudo estava ao favor deles.

Além disso, por se sentirem a geração que mudaria tudo, eles foram grandes ativistas em causas humanitárias, do meio ambiente e, acima de tudo, lutaram por igualdade – tanto na vida profissional quanto na acadêmica.

Os Millennials eram a geração do novo, do futuro. A geração que vinha com grandes mudanças.

Frustrados

Sim, os Millennials são e foram muito frustrados, já que o futuro que o prometeram não se concretizou para uma parcela. Se por um lado eles foram empoderados pela família e jornais, por outro, eles foram roubados pela política e economia.

Isso porque, justo na época em que a maioria ingressou ou se estabilizou no mercado de trabalho, duas grandes crises acometeram o Brasil e o mundo. A crise de 2008 foi sucedida pela crise de 2010, que por sua vez foi sucedida pela crise de contração econômica brasileira de 2014, que também foi sucedida pela crise sanitária global de 2019.

Com uma sequência de crises, muitos dos Millennials viram seu plano de evolução e crescimento profissional – algo pelo qual eles prezam muito – se esvaindo, uma vez que demissões em massa, inflação e congelamento de salário aconteceram.

Todo o sonho de mudar o mundo e fazer a diferença foi atrasado por impactos econômicos e políticos, os deixando somente com a frustração de um futuro não realizado.

Millennials no mercado de trabalho

Alguns Millennials conseguiram se reinventar no mercado de trabalho, reerguendo-se em meio à crise, e hoje em dia são considerados talentos para muitas empresas por conta de suas habilidades e pela sua resiliência.

Como são?

Os millennials são conhecidos por sua proatividade no trabalho e, também, por serem sedentos por inovação e informação. Eles são considerados a geração mais antenada em política e economia, uma vez que vivenciaram três grandes crises, portanto, têm maior facilidade de entender as questões sócio econômicas e políticas ao redor do mundo.

Além disso, foi observado que os Millennials têm uma atração maior pelo empreendedorismo. Para alguns estudiosos, essa atração acontece por conta da facilidade, hoje em dia, de empreender com a internet.

Também foi-se observado que os Millennials são mais empáticos com os clientes, conseguindo estabelecer relacionamentos duradouros com os compradores de seus produtos.

O que buscam?

Os que mais atrai os Millennials no mercado de trabalho são empresas que disponibilizam a possibilidade de crescimento profissional e que, também, permitem um modelo de trabalho flexível e igualitário.

É importante ressaltar que, caso a empresa não tenha os valores alinhados com a perspectiva de futuro e valores do Millennial, é muito provável que ele abandone o emprego e busque por outro. A falta de inovação também é um tópico importante para essa geração.

Isso acontece porque os Millennials são, em sua grande maioria, movidos por seus propósitos e valores. Portanto, é bem improvável que um Millennial se atraia por uma empresa que não consegue se alinhar com os propósitos e preocupações sociais pregados por eles.

Segundo uma pesquisa feita pela PWC, um fator que deve entrar em pauta em empresas, as quais desejam que Millennials componham seu time, é dar a eles um equilíbrio entre vida pessoal e profissional. De acordo com a pesquisa, 95% dessa geração prezam por esse equilíbrio.

Principais motivações no trabalho

Como já dito no tópico anterior, uma das principais motivações dos Millennials são suas visões de futuro, valores e propósitos. Se a empresa na qual trabalha não tem um plano de carreira estruturado ou qualquer intenção de crescimento profissional oferecida ao trabalhador, é muito improvável que ele se mantenha por muito tempo no cargo.

Dentre os vários valores que a geração dos Millennials prezam, estão: preocupação com o meio ambiente, responsabilidade social, empoderamento feminino e igualdade de gêneros e minorias. E, será por meio desses valores que se procurará empresas para se trabalhar, mesmo que, atualmente, muitos já tenham aberto suas próprias companhias.

Principais dúvidas sobre a geração millennials atualmente.

A palavra “cringe” vem do inglês e, traduzindo, significa “vergonhoso”. Há mais ou menos três meses atrás surgiu uma discussão nas redes sociais, tomando primeiro lugar nos assuntos mais comentados do twitter, sobre a Geração Z (1995-2010), que intitula aos Millenials de serem cringes. 

Mas, afinal, porque os Millennials são considerados cringes?

Basicamente, o motivo mor que ocasionou o debate, foi o fato de que os Millennials, por mais tenham nascido na época dos smartphones e serem intitulados Nativos Digitais, não são muito amigáveis com a tecnologia e que, por mais que tenham uma idade mais avançada do que a Geração Z, a grande maioria dos adultos ainda moram com seus pais.

Além desses dois pontos, a comunidade do twitter também reclamou de algumas características como: o fato dos Millennials consumirem muito café, só compartilharem fotos de gatos e, mesmo com a maioria já adultos, ainda gostarem de trajar roupas com referência aos desenhos dos streamings da Disney. Mas, essas informações não entraram em discussão neste tópico.

Para entendermos o porquê deles serem julgados por ainda morarem com os pais e, aparentemente, não se darem bem com a tecnologia, nós temos de pensar no além da discussão que começou na internet.

Em entrevista à BBC Brasil, Jason Dorsey, especialista em perfis de millennials e presidente da empresa americana Center for Generational Kinetics, alega que na época do boom da Internet, os Millenials tinham tudo para serem bem sucedidos, contudo, uma sequência de recessões – crises de 2008 e 2010 e, agora, a pandemia- fizeram com que eles sofressem um impacto, uma vez que a consequência da recessão foi demissões em massas, inflação e etc.

Essas consequências econômicas fizeram com que, a grande maioria dos jovens/ pré-adultos millennials, não conseguissem sair da casa de seus pais por instabilidade financeira. E, foi somente há poucos anos atrás, que alguns jovens Millennials conseguiram a estabilidade financeira necessária para procurar um canto somente deles.

Já no quesito das tecnologias, não são todas as pessoas dessa geração que não possuem habilidades com internet, uma parte deles não é adepto ou não tem interesse em saber manusear e criar conteúdo para as redes sociais mais jovens, como é o caso do tiktok, kwai, instagram e etc – redes nas quais a Geração Z dominam.

Temos de nos lembrar, que foi na Geração Millennial que tudo começou: orkut, facebook, internet e etc. Estaticamente falando, as gerações pós Millennials são as grandes utilizadoras da tecnologia, hoje em dia. Segundo uma matéria do Consumidor Moderno, 24% dos Millennials acreditam que o ponto alto e marcante de sua geração é a tecnologia.

Como vivemos em um mundo tecnológico, é normal que, a cada espaço de tempo, uma nova tecnologia/ rede social seja lançada no mercado e, é perfeitamente normal que algumas pessoas não consigam se adaptar às mudanças ou não tenham interesse nos novos tipos de redes. E o fato disso ocorrer, não os torna menos tecnológicos.

Portanto, os Millennials sabem sim lidar com algumas tecnologias, o que acontece é que, para a rotina e vida deles, algumas redes sociais e tecnologias não fazem sentido, não se encaixam  nas necessidades pessoais.

Quais as diferenças entre os millennials ou geração Z?

As principais diferenças entre os cringes e a Geração Z (1995- 2010), é justamente na questão tecnológica e de adaptação com novas redes sociais.

Isso porque, a Geração Z é mais adepta às novas redes sociais – como: instagram,kwai e tiktok – e já nasceram em um mundo totalmente logado na internet. Contudo, essa diferença no uso das redes sociais, não significa que os Millennials não sejam tecnológicos.

Para você conseguir visualizar melhor, abaixo preparamos uma imagem sobre as maiores diferenças entre essas duas gerações.

Quais os principais impactos da geração millennials no mercado?

Assim como tendências de roupas ou trends, é importante que o mercado de trabalho se adapte às novas gerações, afinal, serão para elas que serão vendidas a maioria de suas mercadorias e, também, serão delas que a força de trabalho virá.

Portanto, abaixo listamos quais foram as mudanças que a Geração Y ( Millennials) ocasionou, tanto como consumidora quanto como trabalhadora.

Como consumidores

Na virada dos anos 2000, a geração Millennial acabava e a maioria deles se tornavam adolescentes e, com isso, o mercado teve que se adaptar para alimentar o novo público.

Assim como as questões de valores pessoais são um atrativo na hora de conseguir um emprego, os Millennials também procuram por marcas e objetos que sigam com seus valores na hora de comprar produtos como: cosméticos, roupas, carros e etc.

O que hoje chamamos de “cancelamento” – o ato de não comprar de uma certa marca ou não comprar certo produto por violar ou ir contra o que achamos certo-, já existe desde a época dos Millennials. O ato de boicotar uma marca, era bem familiar para eles.

Portanto, as empresas se viram obrigadas a mudarem suas políticas de tratamento com o cliente e tomar cuidado com possíveis atitudes que ferissem os valores dessa juventude. Uma das mudanças claras no mercado, foi a preocupação com o meio ambiente e com a questão da pele de animais, a qual hoje em dia, quase não se vê mais.

Como trabalhadores

Como trabalhadores, eles mudaram a visão das empresas em relação ao tratamento ao cliente e aos colaboradores internos. Questões como saúde mental, clima organizacional, flexibilidade na jornada de trabalho começaram a entrar mais em pauta.

Além disso, as empresas também começaram a tomar decisões, assim como as grandes marcas vendedoras, para agradar a visão dessa geração. A empresa não pode somente vender uma ideia, para os Millennials, ela tem de pôr em prática no ambiente de trabalho e ser a ideia.

Principais dicas de como cativar essa geração no trabalho

As dicas mais valiosas para cativar essa geração no trabalho envolve questões como: fit cultural, bem-estar no trabalho, clima organizacional, inovações constantes, plano de carreiras e salário, empreendedorismo e jornada flexível.

Esses pontos são importantes para a retenção destes talentos na empresa, por justamente abranger tudo que, para eles, é importante – tecnologia, alinhamento de propósitos, tempo para a família, bem estar e desenvolvimento pessoal.

Abaixo, separamos alguma dicas para sua empresa cativá-los:

Jornada de trabalho flexível

Para essa geração é muito importante que o trabalho se molde ao seu estilo de vida, do que o seu estilo de vida seja moldado pelo trabalho. Empresas que fazem jornada flexível e disponibilizam, pelo menos, um dia da semana em home office cativam mais rapidamente os Millennials.

Nesse caso, o tempo com a família dele é priorizado e a possibilidade de fazer com que tenha um equilíbrio entre vida pessoal e profissional se torna possível.

Qualidade de vida.

Empresas que promovem benefícios e atividades relacionadas ao bem-estar físico e mental do trabalhador, são grandes atrativos para os Millennials e para outras gerações, também.

Isso porque, ter uma qualidade de vida no ambiente de trabalho faz com que seus colaboradores se sintam menos estressados e pressionados, e, consequentemente, desenvolvam menos doenças ocupacionais – como, por exemplo, Síndrome de Burnout.

Se preocupar com o clima organizacional e promover pesquisas internas sobre ele, é uma ação importante nesse tópico, pois será ele que irá alertar se o ambiente de trabalho está prejudicando a produtividade e a saúde dos colaboradores.

Cultura de propósitos

Os Millennials buscam empresas cujo os propósitos estejam alinhados com a visão de mundo deles e que tenham objetivos bem definidos. Portanto, é importante que a cultura organizacional da empresa esteja bem embasada e sólida para todos os colaboradores, além de não ferir nenhuma minoria.

É importante frisar que o emprego que eles buscam não é somente ligado ao dinheiro recebido, mas sim ao sentimento de pertencimento a uma organização que realmente segue com seus valores e coloca os seus ideais nos projetos.

Como já dito anteriormente, para essa geração, não basta a empresa somente falar que se preocupa com minorias e o meio ambiente, por exemplo, ela tem que mostrar que realmente se importa, tem de colocar essas pautas em seus projetos. Só assim, ela conquistará os Millennials.

Conclusão

Ao longo deste artigo, você entendeu o que são e quais são as características proeminentes dos Millennials, também compreendeu suas diferenças entre Geração Z, e quais foram as principais mudanças que essa geração considerada cringe gerou ao redor do mundo, como consumidores e trabalhadores.

A geração considerada como azarada e frustrada, na verdade, foi uma juventude muito ativa politicamente e socialmente mudando a forma com que o mercado de trabalho e as grandes organizações atuam. A preocupação e mudanças atuais com o meio ambiente e igualdade são possíveis hoje porque essa geração fez um “barulho” há anos atrás.

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maria clara vaiano

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