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Como o Open Banking alterou a rotina dos bancos? 5 fatos na prática

Como o Open Banking alterou a rotina dos bancos? 5 fatos na prática

– Tempo de leitura: 10 minutos.

Com o projeto de Open Banking, agora chamado de Open Finance, a ideia é o desenvolvimento de um sistema financeiro mais seguro, ágil e moderno. Seguindo a tendência do PIX e da agenda do Banco Central (BC) de incentivo à competitividade no Sistema Financeiro Nacional (SFN).

Na prática, o objetivo da iniciativa é conferir maior transparência e autonomia aos clientes dos produtos financeiros, promovendo, dessa forma, uma maior competitividade ao setor. Nesse novo cenário, cliente passa a ser o dono dos seus dados financeiros, não mais a instituição financeira. Assim, ele poderá escolher quando e com quais empresas deseja compartilhar suas informações.

Nesse novo contexto, o cliente passa a estar no centro do desenvolvimento e atuação do setor, o que estimula a inovação e a criação de novas soluções por parte das instituições financeiras. Assim, o Open Banking impacta na atuação dos bancos, fintechs e demais organizações financeiras. Para saber como, continue a leitura.

O que é o Open Banking?

O Open Banking é um conjunto de regras e tecnologias que permite o compartilhamento de dados e serviços dos clientes entre as instituições financeiras. Isso acontece por meio da integração dos sistemas das organizações que compõem o SFN.

O princípio do Open Banking está relacionado ao consentimento do usuário. Isso significa que as empresas deverão, obrigatoriamente, compartilhar as informações de um cliente. Indiferente se for ele uma pessoa jurídica ou física, caso ele solicite e autorize o compartilhamento dos dados.

Vale lembrar que o Open Banking não é um aplicativo, nem um produto. O compartilhamento dos dados dos clientes por suas instituições financeiras é feito por meio dos sistemas já existentes nas respectivas empresas.

Além disso, ele não é uma exclusividade brasileira. O Reino Unido implementou um sistema semelhante em 2018, sendo o pioneiro. Já a Austrália implementou em julho deste ano a primeira etapa do seu programa. A Índia também já está dando os primeiros passos para a criação. Estados Unidos, Canadá e Rússia estão analisando maneiras de incorporá-lo também.

O que muda com o Open Banking?

A principal mudança com o Open Banking é que o cliente passa a ter o controle do compartilhamento dos seus dados. Com isso, torna-se muito mais fácil abrir conta e adquirir serviços e produtos em outras instituições financeiras.

Já no lado das empresas, será necessário mudar o atendimento com o consumidor. Mesmo tendo conta na instituição, nada irá garantir que o cliente irá usar ou consumir os serviços dela. Ou seja, quem oferecer a melhor experiência em serviços financeiros terá maiores chances de conquistar os clientes.

Com isso, os bancos em formatos tradicionais precisarão investir mais na experiência do cliente. Em contrapartida, as fintechs precisarão aumentar o portfólio de serviços e produtos. Ou seja, o Open Banking incentivará a evolução do sistema financeiro.

O Open Banking incentiva a inovação e competitividade no Sistema Financeiro Nacional (SFN)

Dessa forma, a tendência é que novos modelos de negócios surjam, bem como maior concorrência entre as empresas. Isso traz como consequência mais benefícios aos consumidores. Estes, terão produtos mais baratos e com mais opções disponíveis no mercado.

Portanto, o Open Banking incentiva a inovação e a criação de novos produtos nas instituições financeiras, além de ampliar a distribuição e a concorrência.

Confira 5 alterações na rotina dos bancos, oportunizadas pelo Open Banking:

  • Monetização de serviços: incremento significativo na rentabilidade, a partir de uma melhor utilização dos dados para conhecer e atender clientes com mais eficiência;
  • Novos produtos e serviços: cultura de disrupção para a geração de produtos e serviços mais lucrativos e que atendam as necessidades do público alvo;
  • Otimização de desenvolvimento e pesquisa de soluções: por meio de estratégias de dados, é possível tornar pesquisa e desenvolvimento mais eficientes, rápidos e baratos;
  • Aceleração da transformação digital: ao firmar parcerias com startups, empresas de TI e IDTechs para a estratégia, por exemplo, é possível transpassar os obstáculos para a transformação digital;
  • Ganho de valor: além da percepção dos clientes e de outros públicos de interesse, os bancos que atuam com inovação aberta elevam seu valor geral de mercado.

Quais as vantagens do Open Banking?

Como dito anteriormente, o maior benefício do Open Banking está relacionado com o incentivo ao desenvolvimento de um ambiente com maior competição do sistema financeiro. Isso permite a melhora nos serviços, maior inovação e competitividade entre as instituições. Entretanto, há mais vantagens, como:

O cliente no controle

Com o Open Banking, o cliente escolhe como, quando e com quem irá compartilhar os dados por meio do consentimento à instituição detentora dos mesmos.

Segurança e privacidade

O compartilhamento dos dados é feito por meio de um processo 100% digital, dentro de um ambiente seguro e protegido. Tudo é feito sob supervisão do Banco Central.

Simples e prático

Sempre que desejar, independente de hora e lugar, o cliente pode solicitar o compartilhamento dos seus dados com a instituição que escolher, de forma prática e acessível.

Compartilhamento gratuito

É possível que o cliente dê acesso aos seus dados à instituição credenciada que desejar de forma gratuita. O Sistema Financeiro Aberto proporciona o direito de compartilhamento gratuito deles.

Quais instituições são obrigadas a participar?

A regulamentação do Open Banking prevê a participação de instituições obrigatórias e voluntárias, dependendo do porte das instituições e dos dados e/ou serviços que estão sendo compartilhados. Os maiores bancos, por exemplo, são obrigados a estarem no Open Banking, para o compartilhamento de dados.

A lista completa das instituições participantes está disponível no portal desenvolvido pela Estrutura de Governança do Open Banking Brasil.

Quais são as fases de implementação?

Para que tudo seja feito com tranquilidade, o Banco Central estruturou a implementação do Open Banking em quatro fases, com datas de início:

1ª Fase – 01/02/2021

As instituições participantes começam a disponibilizar informações padronizadas sobre as características dos produtos e serviços que oferecem, bem como os canais de atendimento. Nesse momento, nenhum dado dos clientes é compartilhado.

2ª Fase – 13/08/2021

A partir desse momento, os clientes que desejarem, podem solicitar o compartilhamento dos seus dados com as instituições participantes. Com isso, eles podem receber ofertas de produtos e serviços mais alinhados aos seus perfis. Junto a isso, também podem surgir soluções financeiras mais personalizadas.

3ª Fase – 29/10/2021

Nessa fase, inicia a possibilidade do compartilhamento de serviços, como transações de pagamentos e o encaminhamento de propostas relacionadas à operação de crédito. Como consequência, pode acontecer o surgimento de novos ambientes e soluções relacionados à realização de pagamento e recebimento de propostas de operações de crédito.

4ª Fase – 15/12/2021

Dados sobre outros serviços financeiros passam a fazer parte do Open Banking. Os clientes agora poderão compartilhar suas informações de operações, bem como acessar informações sobre as características dos produtos e serviços com essa natureza disponíveis para contratação no mercado.

Afinal, o Open Banking é seguro?

O Open Banking funciona sob a regulação do Banco Central. Portanto, toda e qualquer instituição participante precisa estar sob o guarda-chuva do BC como instituição financeira ou como instituição de pagamento.

Na prática, se alguma das instituições não seguir as regras do Open Banking ao operar nesse ambiente, o BC pode aplicar multas, excluir a empresa do Open Banking, e, em casos extremos, decretar falência ou liquidação da instituição.

Além disso, todo envio e recebimento de informações dentro do Open Banking estará protegido pela Lei do Sigilo Bancário. Ela proíbe o compartilhamento de dados para instituições não-participantes do Open Banking e a venda de informações de consumidores para terceiros.

Por fim, o Open Banking também está sob o guarda-chuva da Lei Geral de Proteção de Dados, que entrou em vigor neste ano e que abrange diversas áreas, além da financeira. A LGPD dá autonomia para o cliente em relação aos seus dados. O sistema conta ainda com a proteção dos Certificados Digitais, que adicionam uma camada importante de proteção para as informações compartilhadas.

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Fonte: Soluti

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