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Você é um “influenciador” na sua empresa?

Você é um “influenciador” na sua empresa?

Se tem um termo que não paramos de ouvir nos últimos anos é “influenciadores“, uma prova de que o poder da influência ganha cada vez mais força em qualquer e toda esfera da vida.

Seguimos pessoas que nos inspiram de alguma maneira, procuramos avaliações antes de comprar um produto, pedimos opinião de amigos sobre decisões da vida, nos voltamos para uma cultura de feedback constante no trabalho, e por aí vai.

Tudo isso tem uma conexão com a influência que os outros têm sobre nós. E qual é o poder de influência que temos sobre nossos liderados, colegas, colaboradores, líderes?

Vamos fazer uma reflexão agora sobre isso?

Muitos aqui já devem ter lido – se não, eu recomendo que leiam – o livro Como fazer amigos e influenciar pessoas, de Dale Carnegie. Publicado em 1936, esse grande best-seller de administração foi um dos primeiros que li sobre negócios. Foi um presente do meu pai quando eu ainda estava na faculdade de Engenharia.

Escuta ativa

De forma simples, enumerando 30 pilares, o livro apresenta pontos muito fortes sobre como aprimorar as nossas condutas interpessoais, podendo ser totalmente aplicado ao ambiente pessoal e profissional.

É um conteúdo extremamente válido para percebermos que influenciar, na verdade, significa deixar o ego de lado e colocar a outra pessoa como o foco, ouvi-la. Isto é, um dos princípios citados por Carnegie para influenciarmos pessoas é sermos genuinamente interessados nelas.

Parece até um paradoxo, mas, como influenciadores, nós somos secundários. O outro vem sempre em primeiro lugar.

É por isso que o princípio da escuta ativa é primordial para estabelecer qualquer início de um processo de influência. Muitas vezes, sem ouvirmos de coração aberto, vamos pensando em inúmeras formas de nos posicionarmos, nos “vendermos” e de fazermos o nosso marketing pessoal, sem uma real habilidade de comunicação.

Para tentarmos nos conectar, geralmente nos vemos como o centro, como a pessoa que quer vencer, que quer crescer e acontecer. Isso não é necessariamente “errado”, mas é um raciocínio egocêntrico, que desconsidera os demais.

Como ficam as pessoas que estão fazendo parte do meu dia a dia, que contribuem direta e indiretamente para as minhas conquistas? Elas precisam ser valorizadas.

De fato, é um exercício diário de baixar a bola, de deixar de impor o que pensamos, o que queremos, o que fizemos, para podermos enaltecer o outro. Para influenciar, eu preciso entender o que o outro precisa, qual é a necessidade alheia.

Na minha visão, esse é um caminho que requer consistência e prática.

Se hoje você sente que seu poder de influência é baixo, comece a refletir sobre suas relações e passe a ouvir cada pessoa que está no seu convívio.

Exemplos nos influenciam

As pessoas que se sentem ouvidas, se sentem importantes e valorizadas, assim, costumam adotar posturas muito mais abertas dentro do relacionamento.

Eu acredito muito que somos influenciados pelos outros porque aprendemos muito mais com exemplos do que com nossos próprios estudos, leituras etc. Claro, devemos correr atrás de informações sobre desenvolvimento de habilidades, mas a troca interpessoal é rica em experiências, em histórias e narrativas.

O nosso modo de observação está sempre ligado, buscando exemplos e comportamentos que achamos que podem ser bons e úteis para nós.

De forma inconsciente, quando vemos algo em alguém considerado positivo ou que pode ser bom para nós – principalmente suas ações, que são mais fortes que palavras –, guardamos aquilo numa gaveta muito mais acessível.

Ou seja, a forma como uma pessoa age conosco é muito mais memorável do de um parágrafo que lemos.

Aprendemos muito por meio de exemplos e atitudes e, por isso, a capacidade do que fazemos, mais do que o que falamos, influencia outras pessoas.

Estabelecendo a conexão

Se hoje o poder da influência é mais forte que nunca, considero que aprimorarmos características básicas é um caminho promissor para influenciar pessoas.

Pensando de forma simples, no caso da influência, penso que seja essencial termos atenção e sinceridade.

Apenas para complementar o que já escrevi sobre escuta ativa, falo sobre a atenção real no sentido de buscar verdadeiramente entender aquela pessoa, suas características, o que está passando, do que precisa etc. Isso é fundamental para realmente conectar.

Já a sinceridade serve com um termômetro se a influência é genuína. Para mim, influência que parte somente do meu interesse pessoal não funciona. Não é possível manter uma relação saudável se a conexão – se os interesses – não for uma via dupla.

Muita gente busca se aproximar de pessoas somente em momentos de interesse e estabelece conexões assim, na base do “o que vou ganhar com isso”, sem primeiro considerar o que tem a oferecer. Isso é um erro e torna qualquer relação insustentável ou ao menos pouco satisfatória.

Precisamos cultivar a influência principalmente quando não precisamos dela.

Quando entendemos que relacionamentos são construídos na base da troca, compreendemos que o poder da influência vai pela mesma via. Essa é uma lição importante que aprendi com o tempo.

(Imagem: iStockPhoto)

Fonte: administradores.com.br

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