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O RH no Metaverso

O RH no Metaverso

Empresas dos mais diferentes segmentos já estão se posicionando no tabuleiro do Metaverso, o universo digital onde, se a tendência se confirmar, vamos replicar nossa vida, nossos interesses e relações, e onde parece que, muito em breve, vamos viver e trabalhar uma parte do nosso tempo. Para entender as possibilidades no Metaverso e o seu impacto na área de Recursos Humanos, a ABRH-SP promoveu, na última terça, uma masterclass sobre o tema com o especialista em inovação e transformação digital Walter Longo, sócio-diretor da Unimark Comunicação, empreendedor digital e palestrante internacional.

Como ele explicou, as redes sociais foram um treinamento inicial da população para o Metaverso, que é um grande filtro do Instagram onde parecemos sempre muito melhores do que efetivamente somos e onde poderemos ser o que quisermos. “Essa possibilidade ilimitada é que fascina tanta gente. Além disso, estamos todos atrás de um mundo mais inclusivo, justo e de aceitação das diferenças, e o Metaverso parece ser um lugar mais democrátivo onde todo mundo pode ser o que quiser, independentemente de suas limitações.

Como o termo cunhado pelo escritor Neal Stephenson significa um ambiente onde será possível replicar nossa vida, nossos interesses, rotinas e relações no universo digital, poderemos, por exemplo, construir uma casa, passear no shopping, fazer compras, frequentar bares, namorar, enfim tudo aquilo que a gente realiza no mundo físico.

Por isso, empresas dos mais diferentes segmentos já estão marcando território no Metaverso. A Nike, por exemplo, começou a vender tênis virtuais (Crypto Sneakers) para que os avatares usem, cobrando evidentemente menos que um tênis no mundo virtual, mas mesmo assim faturando. A Mercedes comercializa automóveis para que os avatares passeiem pelas cidades; a Gucci tem feito desfiles e várias outras grifes famosas estão nesse caminho. Há uma crescente indústria imobiliária digital, cidades estão surgindo, incorporadoras e construtoras lançando divisões no novo mundo. Dubai, por exemplo, criou a primeira cidade do Metaverso que é uma réplica fiel de sua planta, renderizada em 3D.

“Dentre os grandes players que disputam de territórios no Metaverso, os produtores de games estão na frente porque já são locais onde é possível encontrar pessoas e socializar. Aos poucos, plataformas de games como Fortinet e Roblox estão fundindo jogos, shows e redes sociais num só ambiente. Os novos games estão substituindo não apenas os games antigos, mas também a TV, a Netflix e Instagram”, ressaltou Longo.

Entretanto, não são apenas as marcas famosas que estão interessadas nesse mundo de infinitas possibilidades. Uma montanha de empresas de produtos cotidianos também tem entrado nessa corrida do ouro. Já há, inclusive, casamentos dentro do Metaverso, com, acredite, patrocinadores.

Impactos no mundo do trabalho

Uma das previsões destacadas por Longo é a de que milhões de novos empregos poderão ser gerados no Metaverso para pessoas com deficiência, o que vai ao encontro do desejo atual por uma sociedade mais inclusiva. O Metaverso também poderá ser uma adição muito importante para fixar a cultura corporativa no trabalho remoto, porque, com todo mundo trabalhando a distância, a cultura corporativa acaba sendo reduzida. “Isso pode mudar com as reuniões sendo feitas com os avatares cada vez mais parecidos com as pessoas, o que altera o conceito de trabalho remoto. Ou seja, vamos sair do Meeting ou do Zoom diretamente para o Metaverso.”

Ele citou experiências que já vêm sendo feitas por empresas como a da Accenture, que criou recentemente o Nth Floor, um escritório virtual no Metaverso para que os seus mais de 500 mil trabalhadores do mundo inteiro possam trabalhar nesse espaço rotineiramente, gerando uma oportunidade inédita de engajamento e interação. Eles podem reservar uma sala para fazer uma apresentação, trabalhar lado a lado com outros colegas e encontrar com os seus clientes, apesar de estarem na própria casa.

Entre as oportunidades de negócios que deverão ser geradas, Longo disse que quatro merecem atenção especial do RH: o trabalho remoto com muito mais sensação de proximidade como já citado; a gamificação dos processos para incentivar e engajar as pessoas; o treinamento para aumento da produtividade; e as possibilidades nas áreas de educação e cultura.

A capacidade de individualizar relações também será determinante para a gestão de Recursos Humanos no Metaverso, pois teremos uma nova lente colocada na câmera da nossa realidade. No Metaverso cada um terá uma vida diferente e toda essa vida gerará uma infinidade de dados que ajudarão a entender melhor as pessoas, sejam clientes ou colaboradores.

“Recomendo a todos que trabalham com RH acompanharem muito de perto essas mudanças e tendências, porque estamos com um grupo de colaboradores cada vez mais jovem e os jovens são os early adopters, que estão indo de maneira cada vez mais acelerada para esse mundo. É preciso começar a fazer reuniões dentro do Metaverso, convidar os colaboradores para treinar, verificando a vantagem entre as pessoas ao redor de uma mesa com os seus avatares em relação ao Zoom. Vamos acompanhar de perto o que parece ser uma tendência irreversível porque não podemos estar atrasados”, aconselhou o especialista.

Fonte: Assessoria de Comunicação ABRH-SP (18 de Abril de 2022)

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