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Síndrome do impostor impactos no trabalho e como o RH pode ajudar!

Síndrome do impostor impactos no trabalho e como o RH pode ajudar!

As doenças mentais são uma das maiores preocupações das empresas. A saúde dos colaboradores pode ser afetada negativamente por diversas doenças, prejudicando seu empenho e, consequentemente, a produtividade.

Nesse meio, uma doença chama a atenção. Conhecida popularmente como síndrome do impostor, essa condição acomete homens e mulheres e está presente no meio corporativo.

Quem já experimentou a síndrome do impostor, sente que suas conquistas profissionais não valem a pena e é provável que a pessoa seja exposta como um fraudador, um sentimento que pode ser prejudicial ao sucesso profissional.

Pensando nisso, neste artigo você vai entender o que é síndrome do impostor, como se dá essa condição e quais os impactos no ambiente de trabalho e vida profissional.

Além disso, mostraremos como o RH pode auxiliar o colaborador a combater a síndrome do impostor e dicas para isso. Veja a seguir os tópicos que abordaremos:

Vamos lá!

O que é síndrome do impostor?

A síndrome do impostor é mais que incerteza, é uma desqualificação de internalizar o sucesso. Não importa quanta conquista e esforço a pessoa coloque em sua carreira, sempre irá sentir que nada é suficiente e que apesar de os resultados serem os melhores, eles só acontecem por sorte.

Essa síndrome normalmente sofre com gatilhos associados a uma função de liderança no trabalho ou promoção, incluindo maior responsabilidade ou visibilidade. Sentir-se inseguro ou fora de controle também pode ser um agravante.

Nesse caso, o promovido entende que não tem capacidade de desempenhar as tarefas da nova função, mesmo que seu líder não concorde com isso. Portanto, os perfeccionistas são mais propensos a esta doença.

Conceito e psicologia

Como a necessidade de alto desempenho na infância e adolescência é tão forte e raramente elogiada, as pessoas podem atingir a idade adulta sem confiar em suas habilidades. Essa pressão também pode vir de figuras de autoridade, cônjuges, amigos ou professores.

Aqueles que buscam estabelecer padrões de extrema qualidade são os considerados perfeccionistas ou viciados no trabalho, que procuram provar efetivamente suas habilidades, porém são mais suscetíveis aos sintomas dessa síndrome.

O termo foi usado pela primeira vez em 1978 pelas psicólogas Pauline Clance e Suzanne Imes. Essa condição é definida pelos pesquisadores como uma experiência individual baseada na autopercepção de uma falsidade intelectual, ou seja, ser uma fraude.

A síndrome do impostor cria um círculo vicioso de insegurança, autossabotagem, baixa autoestima e pouca inteligência emocional. Por isso, mesmo que a pessoa conquiste os mesmos resultados positivos em tais situações, a pessoa não sabe confiar no seu próprio talento ou trabalho.

Quando as realizações profissionais, acadêmicas e pessoais são o principal suporte de sua autoestima ou identidade, ele consequentemente irá sentir que tem que fazer tudo certo para ser amado. Nesse caso, o medo de ser criticado e exposto é ainda mais forte.

Principais sintomas

Pessoas com síndrome do impostor geralmente sentem que não deveriam estar onde estão. Diversas vezes há um sentimento de não pertencimento a esses lugares e, como resultado, as pessoas ficam alienadas do grupo quando a síndrome do impostor acontece.

Outro sintoma que existe na vida das pessoas com esse problema é a procrastinação. Entretanto, é devido à incerteza da entidade sobre a tarefa a ser executada. É necessário estabelecer a origem da procrastinação para entender se a pessoa está associada à síndrome do impostor.

Além disso, as pessoas com essa síndrome também podem sofrer autossabotagem. Em outras palavras, eles criam um mecanismo de fuga de certas experiências nas quais se sintam inseguros em desempenhar um bom papel. Como resultado, muitas vezes perdem boas oportunidades e se arrependem com frequência.

Se você fala mal de si mesmo constantemente, observe e tome cuidado: isso também é um sinal importante. Na verdade, as pessoas com essa síndrome não gostam menos de seus traços e qualidades, tornando-se amargas e tóxicas para si mesmas.

Ao não aceitar que são boas em alguma coisa,  pessoas em tal situação acham difícil aceitar que os outros encontrem boas qualidades nelas. Por isso, sempre acabam recusando  elogios. Isso torna difícil apreciar qualquer tipo de reconhecimento.

Além disso, as pessoas analisam criticamente seu comportamento para torná-lo eficaz. No entanto, para pessoas com síndrome de impostor, isso se torna completamente exagerado e a avaliação está fora de contato com a realidade. Ou seja, elas perdem a capacidade de aprender com seus erros e se punem constantemente.

Por fim, a principal característica da síndrome do impostor é a comparação. Aqui, quase como regra, um indivíduo só busca encontrar bons traços nos outros e nunca em si mesmo e ideias de perfeição que não correspondem à realidade são levantadas.

Como se dá a síndrome do impostor?

A síndrome do impostor é definida por pessoas propensas à autossabotagem. Por consequência, o indivíduo estabelece em sua mente um sentimento de sua própria incompetência ou inadequação.

É claro que todo o cérebro humano tende a exibir essa sensação de inadequação e fracasso. Com isso, conforme a mentalidade e vivência de cada indivíduo, isso pode elevar ou reduzir essa crença, o que pode ser reforçado pelo ambiente em que se encontra.

Apesar de ter obtido muitos resultados positivos, a pessoa não consegue enxergar isso, achando que suas conquistas são resultado da sorte ou de outros fatores. Não é mérito delas mesmas.

É uma síndrome associada ao não merecimento. Um dos motivos básicos da existência desse sentimento são as altas faltas na infância que também decorrem do convívio social, principalmente para pessoas tímidas.

Quais os impactos no ambiente de trabalho e vida profissional?

Ironicamente, a síndrome do impostor geralmente afeta pessoas superdotadas e muito talentosas. No entanto, pode ter um impacto muito negativo no ambiente de trabalho.

De acordo com uma pesquisa da Universidade Dominicana da Califórnia, cerca de 70% das pessoas sentem que no local de trabalho são uma “fraude” em algum momento de suas vidas.

Além de transferir a incerteza para os colegas, os indivíduos não conseguem organizar suas tarefas, não comemoram suas vitórias e, aos poucos, perdem a motivação. As principais deficiências das pessoas com esse transtorno mental são:

Perda de oportunidades

Um dos efeitos predominantes dessa síndrome é a perda de boas oportunidades como uma chance de subir de cargo, responsabilidades, desafios e lideranças.

Muitas pessoas começam a evitar tais situações por medo de que elas fiquem em evidência e não correspondam às expectativas, por estarem em cargos de maior evidência.

A incerteza sobre a exposição a cargos com essas posições na empresa faz com que o colaborador acredite que não possui a expertise necessária para a vaga, o que faz com que ele perca a oportunidade de aproveitar esse momento-chave de sua carreira.

Sobrecarga

Os colaboradores que possuem a síndrome do impostor têm complexidade em colocar limites e dizer não no ambiente de trabalho. Isso acontece porque a pessoa acredita que deve sempre fazer mais e mais para que sua deficiência não seja nunca exposta.

Quando você se permite fazer o que as outras pessoas pedem a todo momento, o resultado é apenas sobrecarga, porque não há tempo suficiente para processá-los completamente e as prioridades são ignoradas.

Produtividade comprometida

Um profissional que não acredita em si mesmo tem dificuldade em organizar suas próprias tarefas. A produtividade não é sobre fazer muito, mas fazer com qualidade e em menos tempo. No entanto, o acúmulo de tarefas impede que as tarefas sejam concluídas corretamente, a situação vira uma bola de neve e os resultados ficam cada vez piores.

Insatisfação constante

A síndrome do impostor impede que os profissionais comemorem pequenas conquistas, como tarefas cumpridas no prazo. Sempre existirá a sensação de que os resultados poderiam ter sido melhores e que ele poderia ter atuado de maneira mais focada. Sendo assim, não há capacidade crítica para realizar a autoavaliação e verificar a real necessidade de ajuste ou se o resultado é satisfatório.

Esgotamento mental

Em casos mais graves, a síndrome do impostor infelizmente pode se transformar em uma condição mais séria e perturbadora.

Todos os fatores acima, se não identificados e tratados adequadamente, podem levar à exaustão mental ou esgotamento. A depressão também pode ser um dos  efeitos negativos da síndrome do impostor.

Como o RH pode auxiliar o colaborador a combater a síndrome do impostor?

Os recursos humanos desempenham um papel fundamental na melhoria da saúde física e mental dos trabalhadores. Uma maneira de ajudá-los a viver melhor é ajudar a identificar e tratar a síndrome do impostor. Veja o que o RH pode fazer para ajudar os funcionários a combater essa síndrome.

Promova segurança psicológica no trabalho

A segurança psicológica no trabalho é essencial não apenas para minimizar as perdas associadas à síndrome de impostor do funcionário, mas também para garantir um ambiente feliz para todos os presentes.

É importante que as companhias esclareçam aos colaboradores que eles têm liberdade para compartilhar os problemas que estão enfrentando no momento, expor suas fraquezas,  e fornecer todo o suporte necessário para solucionar o contexto. É necessário também que  os líderes e gestores pratiquem recorrentemente a empatia.

Como resultado, os funcionários podem trabalhar com mais segurança diariamente e, além disso, ter um clima organizacional saudável que promove uma melhor saúde mental temporalmente.

Ao fornecer esse tipo de suporte, as organizações garantem a liberdade de conduzir suas atividades sem medo de errar, permitindo-se assumir riscos – o que pode levar a ótimos resultados para o seu negócio.

Promova terapia para colaboradores

Outra forma de combater a síndrome do impostor na sua empresa é fornecer apoio psicológico no ambiente interno. Isso é necessário para que os colaboradores consigam lidar com os momentos mais vulneráveis. Por exemplo, ele pode ter problemas em sua vida pessoal que podem afetar seu desempenho no trabalho.

Se a empresa apoiar um psicólogo, essa pessoa poderá obter o apoio necessário para poder lidar e tratar esses problemas de longo prazo. Assim, a empresa mostra que entende esse momento da vida do colaborador e está do lado dele.

Além de motivar e reter talentos, cria fidelidade que permitirá que os funcionários lidem com o lixo emocional e realmente vistam a camisa da empresa ao longo do tempo.

Dicas de como combater a síndrome do impostor

Pessoas que se percebem como impostores podem chegar  a ter um desempenho inferior em um ambiente profissional. A pessoa está muito focada em se esconder  e não consegue se concentrar em seus poderosos atributos e talentos.

Profissionais que optam por focar no positivo são mais resilientes diante das adversidades. Confira nossas dicas de preparação para combater a síndrome do impostor.

Evite comparações

Ter em quem se inspirar pode encorajá-lo a se tornar uma pessoa melhor e um profissional competente. No entanto, as comparações com os outros devem ser evitadas a fim de não alimentar, ainda mais, as inseguranças.

Todo mundo tem suas próprias características e habilidades, então não faz sentido comparar as suas individualidades com as dos outros. Concentre-se no que você já tem.

Tenha uma pessoa conselheira ou mentora

Procure um mentor ou conselheiro para orientar sua carreira. Essa pessoa pode ajudá-lo a desenvolver habilidades, superar fraquezas e diminuir a insegurança. Além disso, o conselho do mentor costuma ser mais aceitável porque não é de um concorrente.

Não alimente a autossabotagem

Quando surgirem pensamentos de sabotagem, apenas os observe. Não interaja com eles. Deixe-os ir e vir naturalmente, como se não tivessem nenhum efeito em sua vida. Este exercício o ajudará a se concentrar apenas em pensamentos que encorajem a produtividade e a confiança.

Conclusão

Ao longo deste artigo, explicamos o que é síndrome do impostor, como se dá essa condição e quais os impactos no ambiente de trabalho e vida profissional. Além disso, mostramos como o RH pode auxiliar o colaborador a combater a síndrome do impostor e dicas de como fazer isso.

A síndrome do impostor pode se desenvolver de diferentes formas e com intensidade diferente para cada pessoa, por isso é melhor procurar a ajuda de um especialista para estabelecer um diagnóstico e a velocidade em que a observação será realizada

É importante estar ciente de seus próprios sintomas. A síndrome do impostor pode facilmente se transformar em esgotamento ou estresse crônico e você deve entender que não precisa superá-la sem ajuda.

Um psicólogo pode ajudá-lo a entender melhor a história pessoal do paciente e como isso influenciou seu comportamento. Através da observação, é possível encontrar a solução mais adequada.

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Fonte: PontoTel

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