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por que usar e como começar

por que usar e como começar

Publicado em: 04 de abril, 2022 | Atualizado em: 25 de abril, 2022

Endeavor Brasil

A Endeavor é a rede formada pelas empreendedoras e empreendedores à frente das scale-ups que mais crescem no mundo e que são grandes exemplos para o país.

Você já parou para pensar por que a língua portuguesa atribui gênero a tudo? A cadeira, a mesa, o computador, os gerentes… Essa convenção não tem uma justificativa, mas tem por trás uma intenção social e política.

Aqui na Endeavor, entendemos que, para que uma pessoa esteja representada é necessário nomeá-la. Por isso, adotamos a linguagem neutra e inclusiva em todos os nossos pontos de contato, seja em um email, uma publicação no Linkedin ou durante um evento para mais de mil pessoas.

A linguagem inclusiva – não sexista – é aquela que envolve todas as pessoas, sem especificar gênero e sem alterar a ortografia das palavras. A linguagem neutra – não binária – é aquela que evita a binaridade entre gêneros feminino e masculino.

Atualmente, nas nossas comunicações, escolhemos seguir pelo caminho neutro sempre que possível. Porém, em alguns casos, incluímos sujeitos femininos e masculinos – nessa ordem. Como, por exemplo, sempre repetindo empreendedoras e empreendedores.

Sabemos que cada palavra que usamos molda o ecossistema, baseado na nossa voz e nosso exemplo. Por isso, te convidamos a dar os primeiros passos e adotar a linguagem neutra e inclusiva na sua empresa também.

A seguir, compartilhamos o guia que criamos para o nosso time.

Mini guia Endeavor de linguagem neutra e inclusiva

Quando nos referimos a grupos de pessoas, usamos formas alternativas de representar o grupo:

Os líderes da empresa // Lideranças da empresa

Os diretores // A diretoria

Os coordenadores // A coordenação

Os deputados // O Congresso ou A Câmara

Quando for preciso mencionar Mentoras/es e Embaixadoras/es Endeavor, usamos o coletivo A Rede Endeavor

Substituímos plurais masculinos por termos genéricos:

Os meninos // As crianças

Os administradores // Time de administração

Quando usamos substantivos que possuem a mesma forma no masculino e no feminino no plural, tiramos os artigos ou pronomes que determinem gênero:

Nossos clientes // Clientes da empresa

Os heads de inovação // Heads de inovação

Para substantivos que variam de acordo com o gênero, usamos “pessoas”:

Desenvolvedores //  Pessoas desenvolvedoras ou pessoas que desenvolvem

Funcionários // Pessoas que trabalham na empresa

Executivos // Pessoas em posições executivas

Participantes do evento // As pessoas que participaram do evento

Quando damos instruções ou fazemos chamados para ação, usamos você como pronome principal:

Os empreendedores participam do Painel Local antes da Seleção Internacional // Você vai participar do Painel Local antes da seleção internacional

Os candidatos devem enviar o case em 3 dias úteis // Envie o seu case em 3 dias úteis

Ficou interessado // Tem interesse?

Mantenha-se atualizado // Continue se atualizando

Quando formos usar “aquele que” e “aqueles que”, substituímos pela palavra “quem” ou pela expressão “as pessoas que”:

Somos a tribo dos que olham o lado cheio do copo, dos que acreditam que sempre dá pra fazer >> Somos a tribo de quem olha o lado cheio do copo, de quem acredita que sempre dá pra fazer.

Aqui na Endeavor, temos muitos grupos de pessoas marcados por gêneros: empreendedores, investidores, mentores… Nesse primeiro momento, optamos por enfatizar e repetir os substantivos no feminino e no masculino como uma forma de marcar a presença feminina no ecossistema.

Quando usamos as formas feminina e masculina juntas, trazendo a feminina primeiro:

Empreendedoras e Empreendedores Endeavor são reconhecidos…

Mentoras e Mentores Endeavor são referências…

Parceiras e Parceiros Endeavor participam…

Investidoras e Investidores do Scale-Up Ventures…

Membras e Membros da nossa rede exclusiva de capacitação e trocas sobre Inovação Aberta…

Elas e eles…

Quando escrevemos em comunicações internas – como mensagens no Slack, e-mails ou documentos compartilhados -, podemos aderir à barra oblíqua, de novo, com a forma feminina primeiro:

Empreendedoras/es e Mentoras/es Endeavor…

Fundadoras/es…

Para mencionar pessoas não-binárias – aquelas que não se identificam nem com o gênero masculino, nem com o gênero feminino -, substituímos as letras “a” e “o” em adjetivos para tornar essas palavras ainda mais neutras.

Existem vários sistemas de linguagem não-binária. Um dos mais utilizados é o elu. Neste caso, o “u” substitui a terminação de pronomes que indicam gênero. Já para palavras terminadas em “a” ou “o”, usamos “e”:

Ele // Elu

Dela // Delu

Todos // Todes

Empreendedor // Empreendedoru

Empreendedores // Empreendedories – quando palavras terminadas em “e” indicam gênero masculino, usamos “ie”

Nós ainda não adotamos a linguagem não-binária. Para saber mais, recomendamos que sigam pessoas não-binárias, como Jupi77er e especialistas no assunto, como a Janaisa

Ps: o “x” e o “@” na grafia das palavras não são pronunciáveis, o que limita seu uso à linguagem escrita e os torna não-acessíveis para pessoas com deficiência visual. Além disso, o fato de não terem impacto na linguagem oral não promove uma real transformação na forma de nos comunicarmos.

Em resumo:

linguagem neutra e inclusiva

Usar a linguagem neutra e inclusiva não é só uma mudança ou inserção de palavras. É uma mudança de perspectiva. Não acontece do dia para a noite mas, com certeza, coloca todas as pessoas na conversa. Com isso, sua rede cresce exponencialmente. Seu mundo se expande. Sua empresa se transforma. O Brasil acelera.

Fonte: Endeavor

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